Artigo de opinião: Combata o vírus, mas também a desinformação

Ao fim do mês de março do corrente ano foi divulgado, pelo Instituto Datafolha, uma pesquisa que elucida em quais meios de comunicação os brasileiros mais confiam, na busca por informações sobre a pandemia do Covid-19.

De acordo com a pesquisa, os programas jornalísticos de TV (61%) e jornais impressos (56%) são os meios de comunicação com o maior índice de confiança dos entrevistados. Ainda, os programas jornalísticos de rádios com (50%), bem como sites de notícias com (38%) também apresentam índices de confiança satisfatórios.

O que chama atenção nos resultados da pesquisa, entretanto, é que 12% dos respondentes (diante de uma amostragem de 1.558 pessoas, com margem de erro de 3%, aproximadamente, para mais ou para menos) dizem ter confiança em informações recebidas via redes sociais: desse percentual, 58% confiam em informações recebidas pelo WhatsApp e 50% confiam em informações recebidas pelo Facebook. Ressalva seja feita que em outra pesquisa, realizada agora abril (com amostragem de 1.511 pessoas, também entrevistadas pelo telefone), pelo mesmo Instituto, esse índices de confiança nessas duas plataformas de comunicação caíram um pouco: 8% confiam no Facebook e, outros 8%, no WhatsApp (antes eram 12%).

“Ah, mas então, poucas pessoas confiam nas redes sociais!”. De certo modo, esta afirmação não está equivocada. Contudo, particularmente, entendo que ainda há MUITA gente que confia em informações “soltas”, divulgadas via Facebook, WhatsApp, entre outras redes sociais digitais e plataformas de comunicação instantânea, nas quais, muitas vezes, são divulgadas informações “sem pé nem cabeça”, com uma manchete arrebatadora! Aí, basta um par de segundos e pronto: compartilhado. Está feito! Mais um monte de outras pessoas vai receber a “informação” que, por exemplo, tais medidas são eficazes contra a pandemia – sim, há relatos de pessoas que vandalizaram torres de tecnologia 5g na Inglaterra, por associarem que as mesmas transmitiam o coronavírus, conforme noticiado pela BBC.

Ao descobrir que compartilhamos notícias falsas, a frase que afirmamos/ouvimos é “ah, mas eu recebi do fulano de tal” (entenda-se pessoa aleatória que parece ser referência/ter autoridade para a outra parte, que compartilhou a informação). Acredito, espero e peço que nós, seres humanos dotados de cognição, em tempos de pandemia, saibamos diferenciar e cuidar ao compartilhar uma informação referente a este contexto vivido.

Sendo assim, ressalto a importância do combate a DESINFORMAÇÃO. Ela é tão perigosa, quanto o Covid-19, pois se espalha em mesma – ou maior – velocidade que o vírus e torna-se em notícias falsas. Então, as mentiras e falácias, que expressam muitas vezes um desejo alienado, aleatório, podem prejudicar determinada pessoa, empresa, instituição.

Então, este arrazoado de palavras escritas aqui é só para pedir: cuidado com o compartilhamento de notícias falsas (fake news) que você recebe – não somente sobre Covid-19 – em suas redes sociais digitais e plataformas de comunicação instantânea.

Antes de compartilhar, leia a informação por inteiro. Cheque a data de publicação da mensagem. Certifique-se da fonte que escreveu a informação. Embora sempre haverá críticas, sim, pois são os veículos de comunicação que trabalham para apurar informações e levá-las às pessoas. Eles são suscetíveis a erros, nesse sentido, assim como nós. Todavia, possivelmente, acredito e espero que grande parte dos veículos tenha parcimônia e serenidade – ok, às vezes não se percebe, antes de divulgar algumas informações.

Obrigado, caso você já tenha esse cuidado. Então solicito pra ti, que leu até aqui, que reitere esse cuidado com teus familiares e conhecidos. Pode ser por WhatsApp ou grupos de Facebook, sem problemas. Enfim devemos todos combater o vírus, e também a desinformação.

 

Mateus Nagel é professor do curso de Administração da FISMA e coordena o Núcleo de Marketing da Instituição.

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